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Tendências, dados e leitura de mercado da construção civil.

A aceleração da construção não residencial nos Estados Unidos e a volta de megaprojetos de estádios reforçam a importância do planejamento de içamento, da logística vertical e da qualificação de equipes em obras mais complexas.

A escassez de profissionais na construção amplia custos indiretos, como retrabalho, espera por decisão e perda de informação. Ao mesmo tempo, captura de realidade, inteligência artificial e gestão estruturada de dados ganham espaço como resposta para planejamento, medição e controle.

As novas regras do Reforma Casa Brasil ampliam a renda elegível para até R$ 13 mil, reduzem juros para menos de 1% ao mês, estendem o prazo para até 6 anos e elevam o crédito a R$ 50 mil. O efeito mais provável é a formalização de reformas residenciais, em meio a custos ainda pressionados.

A construção civil iniciou 2026 com alta simultânea do emprego formal e da atividade econômica. O setor criou 23.525 vagas em abril e cresceu 2,9% no 1º trimestre, reforçando a pressão sobre planejamento, produtividade e capacidade operacional nos canteiros.

Em maio, a confiança da construção ficou estável, mas custos mais altos, escassez de mão de obra e atividade industrial fraca mantiveram o setor em alerta. A leitura é de cautela na obra, no planejamento e nas decisões de suprimentos.

Os inícios de obras avançaram em abril nos Estados Unidos e deixaram de depender apenas de megaprojetos de data centers e energia. O movimento sugere demanda mais espalhada, mas em um setor que entra em 2026 com margens pressionadas, financiamento mais estável e disciplina operacional.

As publicações da CBIC sobre o ENIC 2026 mostram a industrialização como eixo da agenda da construção, ligada à produtividade, à inovação e às micro e pequenas empresas. O evento também tratou a atração e retenção de mão de obra como desafio estrutural.

O custo da construção avançou 0,72% em abril, segundo o Sinapi/IBGE, no maior salto para o mês desde 2011. A alta, associada ao petróleo e a insumos mais caros, pressiona orçamento, compras, contratos e planejamento das obras.

A entrada da CBIC na discussão da PEC que trata do fim da escala 6x1 leva a jornada ao centro da construção civil. Para RH, engenharia e produção, o debate tende a recair sobre turnos, equipes, custos, segurança e cumprimento de cronogramas nos canteiros.

A CBIC mantém infraestrutura, habitação, desenvolvimento urbano, competitividade e sustentabilidade no centro de sua atuação institucional, em fóruns no Brasil e no exterior. A sinalização reforça produtividade, escala e previsibilidade para o setor.

A alta de 0,72% nos custos da construção em abril, segundo o Sinapi/IBGE, reforça a pressão sobre orçamento, compras e contratos nas obras. A CBIC diz que foi a maior alta para o mês desde 2011 e associa parte do movimento ao petróleo mais caro.

O Acre continua no topo do custo da construção no país, segundo referência do IBGE no Sinapi. O quadro reforça a leitura regional de preços, a revisão de composições e a cautela ao comparar indicadores locais com pressões internacionais de insumos.